2 mil quilômetros separam o estado de Goiás do estado do Maranhão. Mas toda essa distância foi superada pela equipe Aeromédico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) com ajuda do Complexo Regulador Estadual (CRE). Uma paciente goiana de 31 anos precisava de transferência para o seu estado de origem, o que no Sistema Único de Saúde (SUS) é chamado de repatriação. Ela estava internada no Hospital Santa Mônica no município maranhense de Imperatriz. A transferência ocorreu no domingo, 22 de setembro.

“Ela estava acompanhando o marido em uma viagem a trabalho no Maranhão quando sofreu um AVC. Apesar da Unidade em Imperatriz ser da rede pública, os familiares não conseguiam custear a internação dela lá porque era necessário um acompanhante da família”, contou Genésio Pereira do Santos, diretor técnico do Complexo Regulador. O CRE intermediou o pedido e garantiu a vaga no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), em Goiânia.

“A paciente precisava de um leito de reabilitação e o CRER oferece a melhor estrutura já que conta com uma equipe multiprofissional”, explicou Genésio. Ele completou, “É uma paciente que precisaria ser deslocada de outro estado e que precisava de cuidados médicos durante esse transporte. Achamos por bem solicitar o Aeromédico do Corpo de Bombeiros que fez um plano de voo detalhado para fazer a logística funcionar”.

Plano de voo

O Capitão Ítalo Ferreira Silva do Centro de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado Goiás contou que foram necessárias duas pausas no estado de Tocantins para reabastecimento da aeronave. Na ida, na cidade de Araguaína, e na volta, em Paraíso do Tocantins. “Saímos de Goiânia por volta das 07h30 da manhã e embarcamos a paciente em Imperatriz às 14h30. No retorno, tivemos que montar um plano de voo mais confortável para não cansá-la e dividimos o pouso para reabastecimento exatamente no meio do caminho”, explicou.

A paciente chegou à Goiânia por volta das 18h da tarde. “Não é comum fazermos transferências tão longas, mas só é possível esse tipo de ocorrência com a parceria com o CRE e com o SAMU. O Complexo Regulador nos ajuda com o abastecimento e no contato das aeronaves. Já o SAMU prestando o atendimento que a paciente precisa durante o transporte, porque não adiantaria nada ter piloto e co-piloto e não ter equipe médica para garantir a segurança do paciente”, resumiu.

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