Em apenas uma semana desde a implementação do Complexo Regulador Estadual de Goiás (CRE) junto à Central de Regulação de Rio Verde, a novidade já representa um acréscimo de 94% no número de fichas atendidas. A parceria compreende, nesse primeiro momento, a regulação referente às vagas de urgência para pacientes das regiões Sudoeste I e II. Isso representa 28 municípios goianos. Em breve, o CRE também atuará para vagas de leitos ambulatoriais.

Em respeito aos princípios da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e garantindo a gestão plena dos municípios, a regulação de um paciente do Sudoeste goiano passa primeiro pela Central de Regulação de Rio Verde. Se, depois dessa busca, aquela Central não encontrar o recurso necessário para garantir o atendimento na região, o CRE é acionado ampliando a procura nas demais áreas do Estado.

Como explicou Genésio Pereira dos Santos, diretor técnico do CRE, a partir desse momento as duas centrais atuam juntas em busca de uma vaga para o paciente. “O sucesso do processo regulatório fruto dessa parceria é justamente você ter os dois órgãos buscando pelo leito ao mesmo tempo. Isso amplia as chances de encontrarmos respostas rápidas para a necessidade da população”, disse.

Agenda de treinamentos

O Instituto de Gestão por Resultados (IGPR), Organização Social responsável pela gestão do CRE, iniciou a capacitação com 18 municípios da região Sudoeste I no dia 4 de junho e vem acompanhando semanalmente o uso do SERVIR – Sistema Estadual de Vagas Integradas à Rede. A plataforma foi desenvolvida especialmente para o uso do CRE.

Segundo Leydiane Moreno, Gerente Operacional do CRE e responsável pela capacitação e implementação do SERVIR, esses 18 municípios não conseguiam acompanhar em tempo real as atualizações que ocorriam na ficha do paciente exatamente pela falta de unificação. “Usavam uma ferramenta que não é tão completa. Agora acompanham em tempo real, com suporte 24 horas por telefone ou e-mail, mais agilidade e transparência”, definiu.


Também foram capacitadas as equipes da Central de Regulação de Rio Verde, que passou de solicitante para reguladora no SERVIR, e cinco Unidades de saúde em Rio Verde. Nesta semana, com o sucesso da primeira fase de implementação, será a vez do IGPR capacitar os 10 municípios da região Sudoeste II.

Perspectiva da Central

A Diretora da Central de Regulação de Rio Verde, Ana Cláudia Lira, já consegue enumerar a quantidade de benefícios que a mudança gerou. Segundo ela, antes de fazerem uso do SERVIR, não havia uma plataforma com ferramentas próprias para regulação de urgência, para administrar uma transferência eram necessárias cinco abas no navegador sem clareza de informações e transparência.

“Agora com apenas uma plataforma temos as informações em tempo real. Quem recebeu a ficha do paciente, qual o tempo para abertura do pedido, o tempo de transferência, quais as unidades que recusaram o paciente, qual o motivo… Tudo isso de forma fácil e organizada”, comemorou.

Ana Cláudia revelou que a parceria com o CRE foi firmada depois que o Secretário Municipal de Saúde de Rio Verde solicitou oficialmente para a Secretaria Estadual de Saúde (SES/GO) pelo sistema da Central Estadual. “Nós acompanhamos os resultados de regulação do HURSO, Hospital Estadual de Urgências da Região Sudoeste, que já faz uso do SERVIR. Fomos atrás para aplicar o mesmo sistema para todos os municípios do Sudoeste goiano”, contou.

Ou seja, para ampliar parcerias de Centrais Municipais e Regionais com o CRE, é necessário um pedido formal junto à SES/GO. “Essa é uma decisão que cabe aos gestores municipais. Obedecemos a hierarquia dentro da regulação. Eles terão um ganho significativo em agilidade, transparência, oferta gratuita de uma ferramenta de Regulação para todos os municípios do estado e não apenas da região, acompanhamento em tempo real das ações referentes a cada ficha de cada paciente e suporte 24 horas realizado pelo CRE”, resumiu a Gerente Operacional do CRE, Leydiane.