Uma recém-nascida do município de Maurilândia, a 252km de Goiânia, mobilizou uma rede de profissionais de diferentes cidades para garantir a sua transferência nesta terça-feira, 7 de maio. Toda a intermediaçãofoi realizada pelo Complexo Regulador Estadual (CRE) e envolveu o SAMU de Rio Verde, a equipe do Hospital Municipal Milton Amaro do Nascimento, em Maurilândia, e a do Hospital e Maternidade Vila Nova (HMVN), na capital goiana.

G.H.M nasceu prematura extrema, com 29 semanas e apenas 800 gramas. A assistência à saúde de Maurilândia não possui a estrutura necessária para garantir o atendimento à pequena. Segundo a médica que acompanhou o bebê nesta manhã, Dra. Andressa Sereno, a mãe não fez o neonatal e logo após ao parto foi diagnosticado o quadro de insuficiência respiratória no bebê.

“Ela nasceu antes do sistema respiratório se desenvolver e o Hospital não possui equipamento de respiração do tamanho da paciente. A equipe se revezou para fazer o procedimento de ventilação manualmente”, relatou Andressa.


Articulação do CRE

O Hospital solicitou auxílio ao Complexo Estadual que tomou frente ao caso, superando as grandes dificuldades na transferência. Como explica Genésio Pereira do Santos, diretor técnico do CRE, “depois da liberação do leito pelo Hospital que fica em Goiânia, foi preciso buscar o auxílio do SAMU de Rio Verde, cidade próxima a Maurilândia”. A pequena agora já está no Hospital e Maternidade Vila Nova (HMVN).